Aécio acusado de usar telefone de laranjas

Aécio Neves é suspeito de usar celulares de laranjas em ligações sigilosas

A suspeita foi levantada por um relatório da Polícia Federal elaborado a partir da apreensão de celulares no apartamento do tucano

Linhas telefônicas estão em nome de um agricultor e um montador de andaimes. Suspeita é de uso não consentido dos celulares

O senador Aécio Neves (PSDB) teria utilizado celulares com linhas registradas em nome de laranjas para fazer ligações sigilosas. A suspeita foi levantada por um relatório elaborado pela Polícia Federal a partir da análise de objetos e documentos apreendidos no apartamento do tucano, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Segundo a perícia da PF, foram encontrados “aparelhos simples” no imóvel. Também foram apreendidas 16 obras de arte, uma delas supostamente do artista plástico Cândido Portinari.

Após pedir dados às operadoras de telefonia para identificar os proprietários das linhas, a Polícia chegou aos nomes de Laércio de Oliveira, agricultor que trabalha no cultivo de café em fazendas do interior de Minas Gerais, e Mitil Ilchaer Silva Durao, montador de andaimes com endereço registrado no Espírito Santo.

A perícia ressaltou que Oliveira é uma pessoa simples que, em tese, não pertence ao convívio social de Aécio. Por essa razão, é possível que a utilização da linha telefônica acontecesse sem o seu consentimento.

Um dos aparelhos também já teria sido habilitado no nome de pessoas que tiveram vínculos empregatícios com a irmã de Aécio, a jornalista Andréa Neves. Ela chegou a ser presa por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) acusada de pedir dinheiro a Joesley Batista e hoje cumpre prisão domiciliar.

Os perfis de Valquiria Julia da Silva, que trabalha como empregada doméstica de Andréa Neves desde 2009, e Agnaldo Soares, motorista de Andrea no ano passado, reforçam as suspeitas sobre o uso não consentido das linhas.

De acordo com informações veiculadas na imprensa, o advogado de defesa de Aécio, Alberto Toron não comentou o caso por ainda não desconhecer o relatório. Na ocasião da apreensão, a Polícia cumpriu outros mandatos em endereços ligados ao tucano na capital fluminense, em Brasília e Minas Gerais, de acordo com as ordens judiciais expedidas pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com base na delação premiada do empresário Joesley Batista.

Joesley gravou um áudio de Aécio pedindo a ele 2 milhões de reais para, supostamente, pagar os honorários do advogado que o defendia nos processos da Lava Jato.

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